Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
RTP recebe mais do que a ferrovia
por VIRGÍNIA ALVES
Se a RTP recebe 143 milhões de euros de indemnizações compensatórias, o transporte ferroviário público (CP, Metro Lisboa e do Porto e Refer) recebe apenas 118,7 milhões de euros (mais 3,9 milhões de contratualizações de serviço público). Este é apenas um exemplo dos valores ontem publicados em Diário da República.
O valor total das indemnizações compensatórias a pagar pelo Estado ascende este ano a 210 milhões de euros, a que acrescem 247,4 milhões de euros correspondentes às indemnizações a conceder às empresas prestadoras de serviços públicos que celebraram contratos com o Estado, perfazendo assim um total de 457,4 milhões de euros.
Do total das indemnizações a pagar a maior fatia vai para a Comunicação Social cujo montante global ascende a 160 milhões de euros. Sendo que a Agência de Lusa receberá 17 milhões de euros, enquanto que a RTP o valor ultrapassa os 143 milhões de euros.
Nesta lista seguem-se as empresas públicas são os transportes ferroviários (CP, Metro Lisboa e do Porto e Refer) que recebe a maior fatia, 118,7 milhões de euros. Sendo que, o Metro de Lisboa recebe mais do dobro do do Porto (28 milhões e 12,5 milhões respectivamente).
De referir que o sistema intermodal andante (no Metro do Porto, na CP e o Passe Escolar 4-18), ou seja, para sistema para os transportes ferroviários públicos, tem uma verba própria, que ascende a 3,9 milhões de euros.
Os transportes rodoviários (Carris e STCP) recebem no total montante de 74 milhões de euros.
Na lista de empresas a receber indemnizações compensatórias constam também os transportes marítimos e fluviais (Soflusa e Trantejo - 11,7 milhões de euros), bem como a Imprensa nacional Casa da Moeda.
Sábado, 12 de Dezembro de 2009
Horarios da Linha do Minho: CP cria mal-entendido
A associação ComboiosXXI vem por este meio esclarecer, que:
* não se confirma, a informação ontem apurada no sítio oficial da CP que iriam ser suprimidos três comboios matinais no sentido (Valença-Porto);
* a ComboiosXXI apenas divulgou o comunicado de ontem, quando esgotou todas as suas fontes de informação inclusivé os meios oficias de apoio ao cliente da CP (site, Callcenter, Gabinete de Apoio ao Cliente de S.Bento): todos apontavam no sentido da informação veiculada (ver anexo).
* de acordo com os novos horários [em vigor a partir de 13 de Dezembro] que apenas foram publicados em papel em algumas estações na noite de ontem [11 de Dezembro], o serviço regional da linha Minho irá manter-se semelhante, verificando-se ligeiros ajustamentos.
A associação está sempre atenta a todos os desenvolvimentos que digam respeito aos interesses dos utentes, e portanto considera inadmissível toda esta ligeireza com que a CP entendeu anunciar os novos horários.
Esta enorme confusão levou-nos - e a muita gente mais - a acreditar na supressão dos três comboios matinais, o que significaria a morte a curto prazo da já muito deficitária linha do Minho. Disso lavramos o nosso vigoroso protesto, junto de todas as entidades que nos pareceram poder intervir na questão.
Rectificando, deixamos agora o nosso veemente desagrado pelo facto de a CP se permitir anunciar novos horários com pouco mais de 24 horas de antecedência, para mais em cima de um fim-de-semana, de forma tão atrapalhada que baralhou até os seus próprios funcionários.
Em razão disso, é natural que na próxima segunda-feira se multipliquem os protestos, antevendo-se que, por exemplo, inúmeros passageiros deixem de tomar lugar no comboio urbano (Braga-Porto) 15254, pelo facto de este passar a circular cinco minutos antes do horário actual.
No rescaldo deste episódio, ressalvamos a disponibilidade mostrada pela CP - na pessoa do presidente da Administração Eng. Cardoso Reis - para doravante cooperar com a ComboiosXXI, nomeadamente ouvindo atempadamente as reivindicações e sugestões com o objectivo de provocar melhorias objectivas nos próximos horários de Verão.
* não se confirma, a informação ontem apurada no sítio oficial da CP que iriam ser suprimidos três comboios matinais no sentido (Valença-Porto);
* a ComboiosXXI apenas divulgou o comunicado de ontem, quando esgotou todas as suas fontes de informação inclusivé os meios oficias de apoio ao cliente da CP (site, Callcenter, Gabinete de Apoio ao Cliente de S.Bento): todos apontavam no sentido da informação veiculada (ver anexo).
* de acordo com os novos horários [em vigor a partir de 13 de Dezembro] que apenas foram publicados em papel em algumas estações na noite de ontem [11 de Dezembro], o serviço regional da linha Minho irá manter-se semelhante, verificando-se ligeiros ajustamentos.
A associação está sempre atenta a todos os desenvolvimentos que digam respeito aos interesses dos utentes, e portanto considera inadmissível toda esta ligeireza com que a CP entendeu anunciar os novos horários.
Esta enorme confusão levou-nos - e a muita gente mais - a acreditar na supressão dos três comboios matinais, o que significaria a morte a curto prazo da já muito deficitária linha do Minho. Disso lavramos o nosso vigoroso protesto, junto de todas as entidades que nos pareceram poder intervir na questão.
Rectificando, deixamos agora o nosso veemente desagrado pelo facto de a CP se permitir anunciar novos horários com pouco mais de 24 horas de antecedência, para mais em cima de um fim-de-semana, de forma tão atrapalhada que baralhou até os seus próprios funcionários.
Em razão disso, é natural que na próxima segunda-feira se multipliquem os protestos, antevendo-se que, por exemplo, inúmeros passageiros deixem de tomar lugar no comboio urbano (Braga-Porto) 15254, pelo facto de este passar a circular cinco minutos antes do horário actual.
No rescaldo deste episódio, ressalvamos a disponibilidade mostrada pela CP - na pessoa do presidente da Administração Eng. Cardoso Reis - para doravante cooperar com a ComboiosXXI, nomeadamente ouvindo atempadamente as reivindicações e sugestões com o objectivo de provocar melhorias objectivas nos próximos horários de Verão.
Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Viana e Barcelos sem ligações ferroviárias matinais ao Porto
- INFORMAÇÃO DESACTUALIZADA E JÁ REVISTA NO POST SEGUINTE -
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A associação ComboiosXXI vem por este meio divulgar um veemente protesto pelos novos horários da linha regional do Minho, que entrarão em vigor já no próximo Domingo, dia 13 de Dezembro de 2009.
A confirmar-se a informação disponibilizada no sitio oficial da CP, defrontamo-nos com a seguinte situação:
* Serão suprimidos (apenas e só!!...) os três comboios matinais no sentido descendente (Valença-Porto) que mais passageiros transportam: os regionais 3000 (Campanhã) e 3014 (Nine), e o internacional 420 (Campanhã);
* Destes comboios dependem centenas de trabalhadores e estudantes que todos os dias fazem deslocações pendulares entre o Alto Minho e o Grande Porto, onde precisam de chegar entre as 8h30 e as 10h00.
* Deste modo, as populações dos concelhos de Viana do Castelo e de Barcelos são obrigadas a utilizar o único comboio que se mantém e que sai de Viana do Castelo às 05h30 da madrugada!, chegando a Nine ao Porto às 7h40, com um transbordo (de 20 minutos!) para o urbano de Braga.
* O comboio seguinte sai de Viana apenas às 09h13 com chegada ao Porto às 11h40, e é o mesmo comboio que transportará os passageiros que saiam de Valença no primeiro comboio da manhã (06h22). Ou seja: Valença-Porto far-se-á em 5h18 minutos!!!, com dois transbordos (duas horas de espera em Viana e mais vinte minutos em Nine).
Estamos perante mais um rude golpe no já deficientíssimo serviço daquela linha, prenunciando a morte a curto prazo da Linha do Minho.
A CP presta um serviço público e portanto não pode ser orientada por meros indicadores económicos internos.
A associação ComboiosXXI solicita da CP e da Secretaria de Estado dos Transportes uma explicação imediata e a consequente reparação desta gravosa situação. Incita, também, todos os utentes destes concelhos a manifestarem energicamente a sua discordância perante medida disparatada, protestando junto de toda os agentes envolvidos:
* Presidente da CP: webmaster@cp.pt
* Secretário de Estado dos Transportes: gset@moptc.gov.pt
* Ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações: gmoptc@moptc.gov.pt
* Governador Civil de Braga: geral@gov-civil-braga.pt
* Governador Civil de Viana do Castelo: gov-civil@gov-civil-viana.pt
* Grupos Parlamentares:
* António José Seguro (Deputado eleito por Braga): ajseguro@ps.parlamento.pt
PS: A dois dias da entrada em vigor dos novos horários, a CP Regional ainda não fez a divulgação pública destes horários, pelo que é expectável que na próxima segunda-feira pela manhã, as populações de Valença, Viana e Barcelos tenham motivos mais do que suficientes para exprimirem a sua revolta...
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A associação ComboiosXXI vem por este meio divulgar um veemente protesto pelos novos horários da linha regional do Minho, que entrarão em vigor já no próximo Domingo, dia 13 de Dezembro de 2009.
A confirmar-se a informação disponibilizada no sitio oficial da CP, defrontamo-nos com a seguinte situação:
* Serão suprimidos (apenas e só!!...) os três comboios matinais no sentido descendente (Valença-Porto) que mais passageiros transportam: os regionais 3000 (Campanhã) e 3014 (Nine), e o internacional 420 (Campanhã);
* Destes comboios dependem centenas de trabalhadores e estudantes que todos os dias fazem deslocações pendulares entre o Alto Minho e o Grande Porto, onde precisam de chegar entre as 8h30 e as 10h00.
* Deste modo, as populações dos concelhos de Viana do Castelo e de Barcelos são obrigadas a utilizar o único comboio que se mantém e que sai de Viana do Castelo às 05h30 da madrugada!, chegando a Nine ao Porto às 7h40, com um transbordo (de 20 minutos!) para o urbano de Braga.
* O comboio seguinte sai de Viana apenas às 09h13 com chegada ao Porto às 11h40, e é o mesmo comboio que transportará os passageiros que saiam de Valença no primeiro comboio da manhã (06h22). Ou seja: Valença-Porto far-se-á em 5h18 minutos!!!, com dois transbordos (duas horas de espera em Viana e mais vinte minutos em Nine).
Estamos perante mais um rude golpe no já deficientíssimo serviço daquela linha, prenunciando a morte a curto prazo da Linha do Minho.
A CP presta um serviço público e portanto não pode ser orientada por meros indicadores económicos internos.
A associação ComboiosXXI solicita da CP e da Secretaria de Estado dos Transportes uma explicação imediata e a consequente reparação desta gravosa situação. Incita, também, todos os utentes destes concelhos a manifestarem energicamente a sua discordância perante medida disparatada, protestando junto de toda os agentes envolvidos:
* Presidente da CP: webmaster@cp.pt
* Secretário de Estado dos Transportes: gset@moptc.gov.pt
* Ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações: gmoptc@moptc.gov.pt
* Governador Civil de Braga: geral@gov-civil-braga.pt
* Governador Civil de Viana do Castelo: gov-civil@gov-civil-viana.pt
* Grupos Parlamentares:
* António José Seguro (Deputado eleito por Braga): ajseguro@ps.parlamento.pt
PS: A dois dias da entrada em vigor dos novos horários, a CP Regional ainda não fez a divulgação pública destes horários, pelo que é expectável que na próxima segunda-feira pela manhã, as populações de Valença, Viana e Barcelos tenham motivos mais do que suficientes para exprimirem a sua revolta...
Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Linha do Douro: que futuro?
Alberto Aroso, 2009/12/06
Em Setembro foi assinado um protocolo envolvendo a CCDRN, a Refer, a CP e o IPTM, o qual prevê a reabertura do troço Pocinho-Barca D"Alva ao tráfego ferroviário para fins turísticos. Trata-se de uma decisão muito importante para o desenvolvimento turístico do Alto Douro, na medida em que irá originar externalidades económicas positivas em toda a região e no país.
Dado que se trata de uma linha que ainda não foi alvo de uma modernização profunda, importa perceber se este investimento deve apenas incidir numa mera e simples reabilitação do troço em causa destinado apenas a realizar alguns comboios turísticos, ou se se deverá ir mais longe e transformar esta infra-estrutura num importante acesso ao interior da Península Ibérica e à Europa. Tendo ainda em conta que atravessa uma região turística de excelência, a mesma poderá vir a ser a porta de entrada no nosso país.
O troço entre Caíde e Barca D"Alva representa 77 por cento do total da extensão da linha, configurando, por isso, um cenário privilegiado para a introdução a médio prazo da bitola europeia, o que, aliado ao Porto de Leixões e a um porto fluvial no Pocinho a construir, representaria um importante eixo ferroviário, quer de passageiros, quer de mercadorias, para o Norte de Portugal, o qual poderia ainda estar ligado às Beiras via Vila Franca das Naves.
Atendendo à modernização já efectuada entre Porto e Caíde, a resolução de tal limitação poderá passar pela introdução de bitola europeia no troço já modernizado, mas com vocação de transporte suburbano de passageiros, ou então construir um eixo novo, igualmente em via única, mas cujas prestações permitam reduzir o tempo de acesso à região.
Tendo já sido discutida a reabertura da Linha do Tua e sua ligação à rede de Alta Velocidade (AV) espanhola em Puebla de Sanabria, se tal investimento também implicar a alteração para bitola europeia, toda a região passará a dispor de uma rede ferroviária com ligação directa à rede de AV ibérica, criando-se assim um facilitador económico, imprescindível para o desenvolvimento daquela que é a região mais pobre da Europa, nomeadamente no que ao turismo respeita, pelas oportunidades que poderia gerar, tais como serviços ferroviários directos para a Europa via região do Douro, Mirandela e Bragança, ou serviços Porto-Madrid, via Salamanca.
Importa ainda perceber a forma como deverá ser efectuada a exploração da linha, porquanto ser necessário separar a oferta de longo curso da regional, deixando esta última para uma pequena empresa a criar pelos municípios servidos pela infra-estrutura, a qual terá melhores condições para oferecer serviços mais baratos e ajustados às necessidades locais, libertando-se assim o longo curso para a sua vocação turística, convertendo-o num serviço internacional Porto-Salamanca.
Deve-se, por tudo isso, equacionar muito bem qual o investimento a realizar e a respectiva dimensão, dado ser uma infra-estrutura que se insere numa região à qual, recentemente, foi-lhe atribuída pela National Geographic um honroso sétimo lugar nos destinos turísticos sustentáveis a nível mundial. Mais ainda, no cenário acima proposto, pode bem vir a representar uma importante alternativa à AV entre Porto e Madrid via Lisboa, quer em tempo, quer nos custos da respectiva tarifa.
Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
JN: "Confusão nas Estações do Porto"

in JN, 2009/12/04
por PEDRO OLAVO SIMÕES, com DORA MOTA, HERMANA CRUZ E JOANA VIEIRA
Morto pelo próprio comboio
Trabalhador da CP colhido, perto de Campanhã, quando mudava agulha manualmente.
Uma avaria na sinalização foi fatal para um trabalhador da CP. Forçado a sair do comboio, para fazer uma mudança de agulhas entre S. Bento e Campanhã, no Porto, foi colhido mortalmente pela composição em que seguia.
Em plena hora de ponta - por volta das 18.30 -, o acidente provocou o caos nas duas principais estações portuenses, se bem que a circulação ferroviária tenha sido reposta com alguma celeridade. No local, junto à ponte de S. João, a equipa do INEM não conseguiu evitar o falecimento de Jorge, um experiente operador de manobras de 55 anos, residente em Penafiel, que sofreu a amputação de um membro e paragem cardio-respiratória.
As circunstâncias do acidente, descritas ao JN por fonte do Batalhão de Sapadores Bombeiros, do Porto, coincidiam, no detalhe da avaria, com o que se ia ouvindo a ferroviários, tanto em S. Bento como em Campanhã. Acrescentam, porém, um detalhe surrealista à tragédia. No momento em que procedia ao acerto das agulhas, a vítima ter-se-á apercebido de um comboio que se aproximava, em sentido contrário, recuando, por reflexo. Nesse mesmo momento, o maquinista da composição em que o técnico seguia, percepcionando que o problema estava solucionado, fez andar a locomotiva, atropelando-o.
Até às 19.05, hora a que o primeiro comboio deixou a estação de S. Bento, rumo a Braga, a circulação esteve interrompida. Mas só pelas 19.45 o corpo foi retirado do local, depois de aí comparecer o delegado de Saúde. Além das equipas médicas, dos sapadores e dos Bombeiros Voluntários do Porto, um forte dispositivo de segurança serviu para manter à distância os cidadãos que tentavam ver de perto o que por ali ia sucedendo. Mas a verdadeira confusão era a que se vivia nos terminais de passageiros, intensificada pela desinformação e pela pressa que todos tinham em pôr-se a caminho de casa, ao cabo de uma jornada de trabalho.
Foi em S. Bento, de onde há partidas e chegadas contínuas de comboios suburbanos, que o caos se declarou em primeiro lugar. Começando a aperceber-se dos atrasos, os passageiros tentavam obter esclarecimentos, e nem sempre estes eram claros. Houve quem soubesse que estava um corpo na linha, mas também se ouvia quem garantisse que uma catenária tinha caído ou que existisse, apenas, um corte nas comunicações entre as duas estações ferroviárias. A páginas tantas, as pessoas eram aconselhadas a tomar o metro, rumo a Campanhã, pois muitas tinham de fazer, aí, a transição para os comboios que as levariam aos destinos finais.
E com as pessoas transitou a confusão. Para o metro, primeiro, formando-se aí longas filas para as máquinas dispensadoras de títulos de transporte (muitos passageiros queixavam-se de essa despesa não ser coberta pela CP), e para Campanhã, depois. Aí, a balbúrdia nas informações era notória, enquanto a normalidade não foi reposta. A título de exemplo, um comboio com destino a Penafiel foi, sucessivamente, anunciado para linhas diferentes (e sem que a informação estivesse disponível nos quadros gerais), levando as pessoas, desorientadas, a saltar para os carris, em vez de optarem pelas travessias subterrâneas.
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