Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Modernizar a Ligação Ferroviária Internacional Porto / Vigo


Declaração
Modernizar a Ligação Ferroviária Internacional Porto / Vigo
Potenciar a euro-região Norte de Portugal – Galiza
Melhorar o Serviço Ferroviário aos Utentes

A  Associação do Eixo Atlântico e a Associação de Utentes Combóios do Século XXI reunidos hoje em Viana do Castelo com o objectivo de alertar os governos de Portugal e de Espanha, na véspera da Cimeira Ibérica, vêem recordar a necessidade da modernização da ligação ferroviária Porto Vigo, como pressuposto para potenciar a euro-região Norte Portugal - Galiza:

É urgente e necessária uma ligação ferroviária moderna do Século XXI, impondo-se  a modernização da linha do Minho, entre Vigo e Porto, que permitirá ligar ambas as cidades num tempo estimado de setenta e cinco minutos, servindo todas as populações ao longo da ferrovia, de cerca de 2 milhões de habitantes da euro-região;

Esta ligação representa um pequeno investimento financeiro dos inicialmente previstos para a ligação ferroviária de alta velocidade Porto - Vigo, podendo ser reorientadas verbas de fundos comunitários disponíveis ou afetar no próximo quadro comunitário de apoio;

Este projeto das comunidades do Norte de Portugal-Galiza é técnica e  financeiramente viável e representa  um fator essencial para o desenvolvimento e competitividade económica e social desta euro-região e um serviço ferroviário de proximidade para as populações locais;

A Associação de Utentes Comboios do Século XXI chama a atenção para a brutal desigualdade que há entre a Linha Porto-Braga ( eletrificada,  via dupla, sem passagens de nível e com comboios modernos) e a linha Nine-Valença  ainda não eletrificada, com uma única via, cheia de passagens de nível e com comboios de meados do século XX em muito mau estado.





Esta situação dificulta a mobilidade de passageiros entre a Região Norte e a Galiza com prejuízos de toda a ordem económica, social  e outros, atingindo mesmo a ligação entre universidades e instituições do ensino superior, devendo notar-se que cada vez mais alunos e docentes  utilizam o transporte público quando ele reúne condições satisfatórias.

O transporte, que é muito procurado,  entre Valença, Viana e Porto e vice-versa tem tempos de viagem excessivos e horários desajustados  que levam os utentes a escolher outros meios, nomeadamente o automóvel.  A Associação Comboioios Século XXI entende que a linha tem grandes potencialidades que estão atrofiadas por esta situação.


Viana do Castelo, 7 de Maio de 2012.

A Associação do Eixo Atlântico
A Associação Utentes Comboios do Século XXI

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Porto-Vigo durante o Dia

Tem lá sentido que não haja, durante o dia, ligações ferroviárias entre Valença e Vigo? Ou pelo menos uma ligação rodoviária, tipo "serviço combinado" com a CP (ou a Renfe) ?
Havendo cerca de 20 ligações (10 em cada sentido) diárias entre Porto e Valença, por que é que apenas duas dão continuação até Vigo?
Não podemos aceitar esta situação.
Importa, do lado português, colocar melhores comboios na linha ( os actuais são muito fracos) e do lado espanhol, importa lembrar que a partir de Vigo não contam apenas os destinos de Santiago e de Ourense mas também o do Porto (Tui-Valença, Viana, Braga e Porto).
Não se pode baixar os braços na luta por uma melhoria desta ligação.
António Cândido de Oliveira

Sábado, 7 de Abril de 2012

A Crise nos Transportes Ferroviários

Esta associação teve como origem a melhoria do serviço na linha Braga-Porto.
Depois estendeu a sua acção a outras linhas, interessando-lhe não só o que se passa a nível da região, mas da eurorregião e do país.
Assume-se como uma associação de utentes, de âmbito nacional, que luta por uma melhoria do serviço público de transporte ferroviário.
Vive-se, dentro da crise que atravessa o país, uma crise muito particular no âmbito dos caminhos de ferro.
Assistimos a uma desvalorização deste meio de transporte quando deveríamos assistir a uma maior atenção e investimento nele.
Fica-nos a ideia de uma política desastrada a nível do governo neste sector acompanha por uma gestão que vai pelo mesmo caminho.
Este blogue é bem testemunho disso.
Seguem alguns  breves exemplos de muitos outros, ligados aos trabalhos desta associação:
1)Por muito que esta associação tenha dito que não tem sentido que a ligação Braga-Porto demore tanto tempo e que uma das razões desse facto é a paragem em todas as estações a partir da Travagem em direcção ao Porto (6 ao todo), o certo é que os comboios, mesmo rápidos, num sentido ou noutro, param em todas elas. Só uma razão explica isso: a falta de consideração por quem não mora no Porto ou na sua envolvente.
2) Muitos passageiros gostariam ao chegar ao Porto ter boas ligações com os comboios que seguem para Coimbra e Lisboa. Não têm. Há descoordenação de horários. o mesmo se diga em sentido contrário. Chega-se de Lisboa ou de Coimbra e não há continuação adequada para Braga ou para o Alto Minho.
3) A introdução recente da "bilhética" tem provocado um monte de problemas. Ando com dois cartões no bolso (como se já não tivéssemos cartões dos mais variados tipos que chegassem), quando um deveria bastar para todos os trajectos. Acresce que mesmo carregados dão erro e são constantes as queixas.
António Cândido de Oliveira

Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Greve geral de 22 de Março - Serviços Mínimos

Podem ser aqui consultados no aviso oficial os serviços que serão realizados amanhã durante a greve geral.

- Comboios Urbanos de Lisboa
- Comboios Urbanos do Porto
- Comboios de Longo Curso e Internacionais
- Comboios Regionais

 Poderão existir perturbações a partir das 21h de hoje e não haverá qualquer serviço de transporte alternativo

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Quem paga os aumentos?

A partir de dados compilados pelo blogue A Nossa Terrinha, um dos raros onde é feita uma defesa do transporte colectivo com destaque para o ferroviário, fica evidente um dos resultados da "rodoviarização" do país, com todas as consequências que tal acarreta: é comparar o preço actual da gasolina e do comboio com o que deveria ter se fosse seguida a inflação.


Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Transportes públicos: alguém fez as contas?


in Expresso20 de fevereiro de 2012, por João Silvestre 


Álvaro Santos Pereira é economista e certamente conhece bem o conceito de maximização da receita. Não basta subir os preços para ter mais dinheiro em caixa. Se os preços sobem muito, os consumidores fogem e a empresa pode até ganhar menos. Tudo depende da reação da procura ao novo preço e esta varia em função de diversos fatores, como o rendimento das famílias ou a concorrência.
Em economês, a 'sensibilidade' dos consumidores aos preços é conhecida como elasticidade e mede a variação percentual da quantidade procurada face a uma variação de 1% do respetivo preço. Quando uma empresa qualquer, pública ou privada, decide mexer nos preços tem que ter em conta esta questão. Se a elasticidade é igual a 1 significa que a procura varia exatamente na mesma proporção do preço. Nesse caso, a receita não se altera. Por exemplo, vender um pão a 100 euros ou dois a 50 euros cada um proporcionam exatamente o mesmo encaixe. Mas, se a elasticidade é superior a 1, uma subida dos preços traduz numa quebra proporcionalmente maior das vendas o que, na prática, origina uma quebra na receita.   
Vem esta questão a propósito da subida dos preços dos transportes públicos (15% em média em Agosto e mais 5% já este ano) e da quebra de passageiros no último ano. Segundo os dados compilados pelo Expresso na edição do último sábado, as principais oito empresas de transportes públicos perderam 23 milhões de viagens num ano. Só a CP perdeu 11 milhões, seguida Carris (7,5 milhões), do Metro de Lisboa (2 milhões) e Transportes Coletivos do Porto (1,5 milhões) e Transtejo (1,1 milhões). Das oito empresas, apenas duas (Metro do Porto e Metro Sul do Tejo) não tiveram quebras de procura.
Saltando destes números para o último relatório trimestral do sector empresarial do Estado, publicado sexta-feira passada pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças, temos o reverso da medalha. Algumas destas empresas tiveram pior desempenho na segunda metade do ano passado, uma fase em que já contaram com maiores tarifas de transporte, do que no primeiro semestre. CP e Metro de Lisboa são dois casos flagrantes mas até o Metro do Porto, que teve mais passageiros, viu os resultados operacionais piorarem.  
Estes dados levantam uma questão preocupante: será que alguém fez as contas para perceber se o aumento das tarifas se traduzirá mesmo num acréscimo de receita? Com os números disponíveis não é possível determinar com precisão este efeito mas parece haver alguns indícios de que a estratégia de aumentar preços, ainda mais em tempo de crise, é arriscada.
A escolha do transporte é individual. Depende das alternativas disponíveis e dos seus custos relativos para os passageiros. Se os transportes públicos se tornam demasiado caros, é natural que muitas pessoas optem pelo carro (em grupo ou isoladas), que passem a andar a pé em alguns trajetos mais curtos ou que deixem mesmo de se deslocar com tanta frequência (os reformados, por exemplo). A isto junta-se o desemprego que faz com milhares de portugueses não necessitem de se deslocar diariamente.  
A análise superficial destas questões pode criar dois problemas. O primeiro é andar a aumentar tarifas sem resultado, agravando as contas das empresas e penalizando a situação financeira das famílias. Em teoria, até pode ser mais rentável baixar preços, compensando as empresas com outras fontes de financiamento.
O segundo problema é ter uma política de transportes disfuncional, com incentivos errados. Esta situação é particularmente relevante nas grandes cidades onde há grandes movimentações diárias de pessoas e onde 'pequenos ajustamentos' se podem traduzir em alterações substanciais nos comportamentos.
Como já por diversas vezes sublinhou o presidente da Câmara de Lisboa, a política de transportes deve ser estudada de forma integrada e devem ser analisadas diferentes formas possíveis de financiamentos destas empresas, que inclusive já existem em outras cidades, como é o caso da introdução de portagens à entrada das cidades ou a utilização das receitas do estacionamento.  
Ninguém tem dúvidas que as empresas públicas de transportes têm problemas sérios. A começar na dívida, que foi acumulada ao longo de anos e que tem que ser resolvida. Além disso, é imperativo garantir que as operações são rentáveis e, com a duplicação de serviços que existem em muitos casos, isso é quase impossível sem re-estruturar as empresas. O plano estratégico dos transportes dá algumas pistas nesse sentido, como fusões e melhor articulação entre serviços, mas, para já, nada ainda foi concretizado.
Uma política de transportes é mais do que simplesmente subir ou descer tarifas. O objetivo do governo é garantir que as empresas deixam de ter défices de exploração no final deste ano. É uma meta importante. Mas a elasticidade e a crise não se controlam por decreto e nem sempre as coisas correm como se pretende.   

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Participação da Comboios XXI no Biosfera


Caras co-passageiras e caros co-passageiros, a Comboios XXI participou na reportagem sobre transporte ferroviário de passageiros no último Biosfera, transmitido em 08.02.2012.
O foco vai para as linhas do Vouga, Minho e Oeste, e ainda os Urbanos do Porto.

 Aqui fica a ligação para a reportagem completa, que ainda inclui contributos muito importantes de Carlos Cipriano e Nelson Oliveira relativos à Linha do Oeste:

http://www.rtp.pt/play/?tvprog=24778&idpod=71783

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Comboios XXI no Biosfera


Caros amigos, sócios e passageiros amanhã a Comboios XXI vai estar no programa Biosfera da RTP2 pelas 19 horas. 

Vamos falar dos Urbanos de Lisboa e do Porto, que fazem parte do quotidiano de tantas centenas de milhares de pessoas e também de casos vergonhosos de desperdício de potencial, como são a Linha do Oeste, do Vouga e do Minho.

Não deixem de assistir e demonstrar que existe muita gente que acredita no futuro da ferrovia em Portugal.

Até amanhã.