Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Novos comboios para a CP atraem quatro candidatos
Alstom, Bombardier, CAF e Siemens são os quatro construtores admitidos ao concurso para o fornecimento de novos comboios suburbanos e regionais para a CP.
O concurso, lançado em Maio passado, prevê a compra de 74 unidades de material circulante, num montante estimado de 370,5 milhões de euros. As entregas deverão acontecer até 2013.
O serviço Regional da CP receberá 25 automotoras, no valor de 125 milhões de euros. Para a Linha de Cascais serão adquiridas 36 UME (Unidades Múltiplas Eléctricas) bi-tensão, com um custo de 180 milhões de euros. A CP Porto terá a sua frota reforçada com oito UME, no valor de 40 milhões de euros. E cinco UME avaliadas em 25 milhões de euros serão destinados à Linha do Sado.
Além disso, prevê-se a existência do direito de opção para mais oito UME para o serviço suburbano do Porto, 15 UME para os suburbanos de Lisboa e cinco unidades múltiplas diesel para o serviço de longo curso. O que poderá elevar o negócio até à casa dos 500 milhões de euros.
Os processos de candidatura serão agora objecto de análise, devendo o júri convidar os candidatos a formalizar as suas propostas a partir do final do mês de Julho.
Todos os candidatos têm já um historial de fornecimento de material circulante à CP, sozinhos ou em consórcio.
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Vias férreas do nosso tempo
in Diário do Minho, 2009-06-22
Fala-se muito de transporte ferroviário e faz-se muito pouco.
Andamos há 5 anos para acabar a duplicação da via férrea entre Braga e Porto e continua ainda o estrangulamento na Trofa.
Por outro lado, ainda nem sequer começaram as previstas obras de aumento de duas para quatro vias no trajecto entre Ermesinde e Contumil , alargamento extremamente necessário, pois chegam a Ermesinde comboios vindos do Douro, vindos de Guimarães e de Braga e Valença, tendo todos eles apenas duas vias para circularem com o estrangulamento consequente.
Entretanto, levantam-se por todos os lados obstáculos a que se façam linhas férreas do nosso tempo ou seja linha férreas para comboios que hoje circulam a 200 e mais quilómetros à horas e não a 50 ou 60 como no século XIX.
Ninguém se opôs ( ou se houve oposição ela foi vencida) a que no último quartel do século XX e já no nosso século se construíssem auto-estradas que são as vias apropriadas para a circulação, em quantidade e qualidade, dos automóveis de hoje.
Qual a razão por que não se faz o mesmo para os comboios?
Os comboios modernos não estão feitos para circular em vias antigas cheias de curvas e declives, não havendo remendos que as possam endireitar.
Pode-se discutir construir mais ou menos. Porventura construiram-se auto-estradas a mais e vias férreas a menos ( e isto é uma força de expressão, pois vias férreas modernas de bitola europeia não temos nada) mas é preciso equilibrar isto.
Só uma política de vistas curtas impedirá que se construa pelo menos uma ligação moderna entre Porto-Braga e Galiza e outra, dando continuidade a esta, entre Porto e Lisboa.
Se tivesse havido nestes últimos 20 anos (não é preciso recuar mais) uma política transportes bem planeada já hoje poderíamos ir a de Braga a Lisboa, com segurança, em menos de duas horas ( e com tempo para parar em duas ou três cidades) e não em 3,30h como sucede ainda hoje (o que corresponde a um média de menos de 100 Km por hora!).
E também – se tivéssemos trabalhado bem na euro-região - não teríamos de esperar quase 5 horas para ir de Braga a Santiago de Compostela. Em pouco mais de um hora estaríamos lá e vice-versa.
Estar contra linhas modernas de caminhos de ferro é uma opção, mas uma opção pelo século XIX. São os herdeiros daqueles que nesse século estiveram contra os comboios ( e não foram poucos) que hoje se manifestam de novo.
António Cândido de Oliveira
( texto inspirado no debate ocorrido no dia 20 de Junho, em Braga, na FNAC, com intervenção do Professor Cadima Ribeiro e do maquinista Dr. António Alves, por iniciativa da Associação Comboios do Século XXI)
Audiência na C.M. Maia

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
1ª SESSÃO (ferro)VIA ABERTA

(FERRO)VIA ABERTA
Sessão I
Local e Data:
Braga, espaço Fnac (BragaParque)
Sábado, 20 de Junho; 21h30
Assuntos em debate:
- Conceito de rede de ferroviária
- Quais as melhores opções para a rede de alta velocidade na região norte.
- Que tipo de ligações se exigem à rede convencional.
- Novas linhas (ex:Braga-Guimaraes), remodelação de existentes (ex: linha de Leixões)
- Intermodalidade de Transportes (ligação ao Aeroporto e aos portos de mar)
- Dr. Cadima Ribeiro, professor catedrático de Economia da Univ. Minho
- António Alves, maquinista da CP Longo Curso
- Miguel Bandeira, professor de Geografia da Univ. Minho *
- Associação ComboiosXXI
- www.comboiosxxi.org
- Contacto tlm: 916240931
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Exigidas mais estações para a linha de Leixões
por HUGO SILVA
A Câmara da Maia exige a construção de mais duas estações na linha ferroviária de Leixões, que voltará a ter passageiros a partir de Setembro. Uma das plataformas (Arroteias) serviria de ligação com a estação de metro do Hospital de S. João.
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
São Bento: mudou a sinalização, mas não a atitude
Esperávamos que as alterações, operadas em Março passado, na sinalização das partidas, acabassem com o problema das muitas centenas de passageiros especados num átrio desolador, à espera do anúncio da linha de onde partirá o comboio em que desejam entrar.
Mas, na verdade, a mudança consistiu numa mera operação cosmética: como as imagens demonstram, a menos de cinco minutos da partida ninguém sabia de qual linha partiria o desejado comboio; quando essa indicação foi dada, lá assistimos a mais uma correria, aos habituais tropeções, ao salve-se quem puder (para arranjar um lugar sentado no comboio lotado).
Esta cena é diária em várias partidas (como por exemplo no comboio com partida para Braga às 18h25); e podia não ser, se na CP houvesse uma cultura de responsabilidade focada no cliente.
Sábado, 23 de Maio de 2009
Linha de Leixões volta a ter passageiros em Setembro
A Linha de Leixões voltará a ter passageiros em Setembro, estimando-se que venha a servir 2,9 milhões de pessoas por ano. Para já, os comboios ligarão Leça do Balio a Ermesinde em 16 minutos. Só em 2010 chegará a Leixões.
A via - que hoje é utilizada apenas para o transporte de mercadorias (12 comboios por dia) após a suspensão do serviço de passageiros há muitos anos - cruza quatro concelhos: Matosinhos, Maia, Valongo e Porto. A operação com passageiros será retomada dentro de quatro meses, chegando a três dos quatro municípios, embora a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, tenha manifestado, ontem, a vontade de ver as composições chegarem, no futuro, a Campanhã.
Numa primeira fase e antes do arranque do ano lectivo, a governante quer os comboios a circularem na Linha de Leixões, com paragens em Ermesinde (Valongo), S. Gemil (Maia), S. Mamede de Infesta e Leça do Balio (Matosinhos). As composições dos serviços urbanos farão a ligação, mas o preço ainda não está definido.
O administrador da CP, Ricardo Bexiga, pretende integrar a linha no Andante. As expectativas são elevadas. A CP investiu 6,8 milhões de euros em material circulante e em equipamentos e espera gastar 340 mil euros por ano com pessoal. A empresa crê que cobrirá o investimento em três anos. Também a Refer vai intervir nas quatro estações, requalificando as plataformas e construindo abrigos para os passageiros. Os trabalhos, já adjudicados, começarão dentro em breve.
O serviço comercial ao longo dos 10,6 quilómetros será assegurado por 55 composições por dia e por sentido de segunda a sexta. Os passageiros contarão com um comboio de 30 em 30 minutos à hora de ponta e com um comboio por hora e por sentido nos restantes períodos. Aos fins-de-semana e feriados, terão disponíveis 35 comboios diários, o que corresponde a um comboio por hora e por sentido. O transporte é feito através de uma via única.
No dia em que foram celebrados os protocolos entre a CP, a Refer e a Câmara de Matosinhos para retomar o serviço de passageiros e entre a CP, a Refer e a APDL para a cedência de terrenos do Porto de Leixões, o presidente da Autarquia matosinhense, Guilherme Pinto, manifestou a convicção de que será possível estender a operação a Leixões dentro de um ano. Antes disso, será construída uma nova estação.
O estudo preliminar aponta para um investimento de 10 milhões de euros nos terrenos do antigo parque de espera do Porto de Leixões, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco. O futuro edifício terá uma ligação aérea à estação do metro no Senhor de Matosinhos, um interface para táxis e operadores de transporte público rodoviário e um parque de estacionamento. O complexo ferroviário do Porto de Leixões sofrerá alterações com a obra, que permite ampliar o terminal de contentores. A viagem entre Ermesinde e Leixões será de 30 minutos.
A Refer admite estudar a possibilidade de estender o serviço a outras paragens (recorde-se que a Linha de Leixões possui outras estações que não serão servidas), de acordo com a procura e as necessidades da população.
A cerimónia ficou marcada, ainda, pelos elogios de Guilherme Pinto à actuação de Ana Paula Vitorino, que devolveu o cumprimento ao autarca e candidato à Autarquia matosinhense: "Nunca como nos últimos anos a Administração Central pôde contar com um presidente da Câmara de Matosinhos simultaneamente tão exigente e tão capaz de coordenar projectos na defesa do seu concelho", sublinhou a governante num discurso com referências às duas linhas do metro projectadas para o concelho e à polémica gerada pelo plano de expansão da rede.
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Linha de Leixões vai mesmo avançar
O projecto é velho de anos mas reganhou actualidade recentemente, com o anúncio da intenção do Governo de repôr as ligações ferroviárias ainda este ano.
Em causa está a utilização da Linha de Leixões, que liga Contumil, no Porto, ou Ermesinde, em Valongo, ao porto de Leixões, para o tráfego de passageiros.
Há quatro anos, estudos realizados pela CP apontavam para uma utilização daria de cerca de 20 mil pessoas, com os comboios a circularem essencialmente nas horas de ponta da manhã e da tarde, e com um tempo de viagem entre Leixões e Ermesinde de cerca de 25 minutos.
Em Leixões, a reabertura ao tráfego de passageiros da linha ferroviária deverá obrigar a reformular os limites sul do porto, até porque se pretende seja garantida a ligação entre a estação ferroviária e a estação final da linha do Metro que liga Matosinhos ao centro do Porto.
in Transportes e Negócios


